
Repeti hoje umas quinhentas vezes que estava tudo bem e tentei convencer isso para mim mesma. Liguei para aqueles parentes que você às vezes esquece e limpei a minha casa umas três vezes seguidas para espantar as más energias daqui (e de mim). Coloquei a melhor roupa do meu armário, liguei a música mais animada bem alto e comecei a dançar e parar de me preocupar com as coisas. Jurei que seria a última vez que deixaria as lágrimas me machucarem por coisas pequenas e as pontadas no meu coração me matarem aos poucos sem que eu perceba. Decidi que vou passar o fim de semana fora e quem sabe quando eu voltar na segunda e entrar no escritório não encontre tudo do avesso. Amanhã já programei meu dia e vou sair para o cinema do centro, pegar um trem e ver gente normal e comum e não aquela hipocrisia que vemos todos os dias. E se por mais um mês eu fazer tudo direitinho e meu chefe insistir em reclamar não hesitarei em xingá-lo e pedir demissão, porque eu sei que faço bem e pensando assim posso arranjar coisa bem melhor. Desisti de procurar o amor da minha vida em qualquer lugar que eu vou e penso que na verdade ele que tem que procurar por mim. Lembrei de coisas da minha infância desde a hora que eu acordei e isso foi um grande passo para eu começar a viver de novo. Depressão? Não, não te conheço mais. Não te quero mais. Eu sou bem melhor sorrindo e feliz. Eu sou bem melhor acordando tarde num domingo sem ter que me preocupar como o meu cabelo vai estar e passar na casa da minha mãe e ter aquele almoço bom com ela. Sou bem melhor quando penso que sou bem melhor e esqueço por um segundo que alguém algum dia já me quis o pior. Sou bem melhor pelo simples fato de eu estar aprendendo a dar valor para todas essas coisas pequenas que acontecem enquanto você continua no mesmo lugar. Fall again, bitch.
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