quinta-feira, 23 de setembro de 2010

É complicado tentar nos entender. Não sabemos de onde veio tanta adoração e carinho, não lembramos como começou e nem porque terminou. Eu lembro, eu estava com o copo na mão, e você com seus amigos. Um pouco da falta de sentido, os seus braços a minha volta e uma noite da sua vida para cuidar da minha. Você me olhava tanto, admirava tanto, que acabou há não ter mais o que ver e admirar. Eu poderia ser apenas uma amiga, ter você de alguma forma para sempre, mas não é isso que eu quero, não foi para isso que fomos destinados. Sim, você não acha que naquela noite, não estava certo para ser eu e você? As coisas não têm mais a graça de sempre, há um vazio enorme que eu luto contra mim mesma para não convencer-me de que foi você que o deixou. Não quero aceitar que foi embora, não quero deixar minha mente acostumar a não ter mais você e não pensar em você a cada segundo, quero você aqui e agora, quero você aqui e como sempre. Quero que não tenha tido pedras no nosso caminho para ter atrapalhado o que tanto brilhava a acontecer.

domingo, 19 de setembro de 2010


Mas não importa, é amor. É querer ouvir sua voz a qualquer hora do dia. É querer trocar mensagens a noite toda. É ficar atualizando a caixa de e-mail toda hora e até observar as atualizações do Orkut com média de Facebook. É congelar na sua presença e querer te abraçar como se o mundo fosse apenas nós dois a cada encontro. É amor, simplesmente é o amor chegando para mim, batendo na porta da sua vida e pedindo algum tipo de licença, permissão, algum sinal que venha e diga que está tudo bem se eu ficar. É não ter medo de arriscar nem um pouquinho e mergulhar a fundo nessa história como eu faço a cada dia. É ter a folga e as animações involuntárias durante o dia só em pensar que você existe e que me faz tão feliz. É desejar que isso não acabe nunca e que você fique sempre assim, do meu lado, me observando, enquanto como suas estranhas e decifro seus silêncios. Nossos silêncios. É ver você sorrindo e querer sempre e para sempre mais de você, mais de beijinhos roubados, abraços apertados e sua presença sempre tão significante nos meus fins de semana.

sábado, 18 de setembro de 2010

Acordei nessa amanhã sem rumo. Sem ter para onde ir, sem ter em quem pensar, sem nada para fazer mesmo quando minha agenda notava mil e um compromissos. Tive que fazer um grande esforço para conseguir levantar-me do meu aconchego, da única coisa que vem me fazendo bem ultimamente. Cansei da rotina, dos falsos amigos, e talvez até dos verdadeiros. Quero que o tempo corra, quero mudar tudo em minha vida, quero uma repaginada. Mas nada disso acontece.
Às vezes me pergunto se sou anormal demais. Se tenho algum tipo de problema por inventar vidas que não existem ou simplesmente querer fugir da minha própria. Mas sempre vejo que não, talvez seja só uma fase. Como todos dizem, uma fase. "Isso logo passa", acredite.
Carrego 15 anos nas costas, e hoje quando acordei, me senti 40 anos mais velha. Sem sentir falta de nada, querendo fazer programas que não está na lista de coisas normais para jovens, querendo ficar isolada. E há um bom tempo me sinto assim.
É aquela estranha sensação de estar rodeada de pessoas, e querer apenas uma. Mas quem? Quando? Não tem resposta, tampouco sentido.

E mais uma vez, da vista daquela janela de sempre, com os mesmos livros, mesmos rostos, mesma solidão, peço para que o tempo corra. Passar não, porque pedir para que o tempo passe, significa que você irá ficar parada querendo a mesma coisa sempre. Quero que ele corra, quero me livrar logo de tudo isso, quero tudo diferente.

sábado, 11 de setembro de 2010

Eu não queria ter cansado de você. Segurei esse quase amor até a pontinha do precipício, pedindo para que ele não fosse embora. Mas foi, sabe. Foi desistindo de esperar, desistindo de cansar, desistindo de gostar, desistindo de quase amar (...)
E mudando isso, comecei a mudar tudo o que estava me incomodando. Sabe aquele design chato do twitter? Mudei-o. Sabe aquela bebedeira cansativa? Todo mundo se fodeu. Sabe a falsidade aguda? Agora só tem gente que eu amo de verdade na minha vida. Fui acabando com o que me fazia mal, o que não prestava, o que merecia ir para o lixo. E você se foi, junto com tudo isso.
Agora eu consigo respirar aliviada. Agora eu consigo me arrumar e ficar bonita de um jeito que eu não pense em esbarrar com você por aí. Agora eu consigo mandar mensagens para as outras pessoas sem me sentir culpada e com medo de estar traindo esse tanto de gostar por você.
Agora eu não ligo tanto, mesmo ainda ligando. Não tenho interesse em saber o tempo todo onde você está, e com quem você está. Não quero que ela morra, quero que você morra com ela. E eu sei que a partir de hoje, se eu vou ao cinema sozinha, vou desejar ver aquilo com alguém, não com você.
Sabe, vai mudando. Vai acabando. Aos poucos, se esgota. Você não sabe, mas viver normalmente, é uma das melhores coisas da vida.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Sentimento alheio

E você era aquele que eu nunca pensei em gostar. Aquele moleque do cabelo diferente e da voz mais alta que eu nunca pensei que chamariam a minha atenção. Aquele que eu não aguentava ver o rosto, e de repente não aguentava mais ficar sem vê-lo. Aquele com um sorriso fofo e que me abraçava e insistia em mim, como se em algum lugar do mundo eu estivesse sido única. Me desculpe, eu que errei me aprofundando demais nisso. Me desculpe, eu que não tive o carinho de ninguém, e o pouco que você conseguia me dar, acabara comigo. A culpa nunca foi sua, o tempo todo foi somente minha. Eu que me entreguei por nada, eu que quis tanto sem devolução alguma. E eu que procurei tanto por algum tipo de amor vindo da sua parte, sinto que hoje é só nojo. Talvez você me ache ridícula, talvez você nunca mais pense em mim, talvez tenha sido o beijo, talvez as coisas ditas precipitadas, talvez não era pra ser eu. Mas mesmo eu sabendo que podia ter sido nós, eu tenho que encontrar alguma forma de viver sem você dessa vez. Está doendo cada vez mais. Os choros se tornaram diários, e isso me machuca, me machuca mais do que ver o seu riso tão feliz, longe de mim.
Você não precisa sorrir quando não quiser. Você não precisa segurar minha mão enquanto choro baixinho se não é isso o que você quer. Já vimos isso outra vez, não? Você é a culpa por uma parte da minha tristeza, e se eu te vejo, me dá vontade de chorar. Não me perguntem porquê, pode ser o motivo mais tolo do mundo, nem me importa mais. É só o que eu sinto toda vez que te vejo, me dá uma pena de... mim. Como pude amar tanto alguém desse jeito?
Então você sai com seus amigos, com aquelas garotas que não tem nada a ver comigo, e sai sorrindo. E meu coração se cortando, apenas assistindo tudo de longe... De repente o telefone toca, e é você mais uma vez cansado dessa rotina ridícula pedindo por alguém para conversar e se pode passar um pouco em casa. Não hesito em dizer não, até porque uma parte de mim ainda geme em pensar que você ainda me deixa na sua vida de uma forma ou outra.
Ei, eu percebo tanta coisa, me iludo com tão pouco! No meu quarto, um ao lado do outro, assistimos TV juntos, e você me parece tão confortável. E quando a oportunidade aparece, me abraça, como se eu fosse sua irmãzinha mais nova, como se eu fosse aquilo que mais te faz bem no mundo. Você não percebe, mas eu percebo você o tempo todo. São pequenos sinais que me fazem pensar que talvez você sinta algo por mim, e logo me vem aquilo de "I don't wanna be like a fucking sister to you" e eu tenho um impulso de lhe falar tudo o que sinto, que é tanto, mas tanto, que acaba não saindo nada.
E então, abraçada com você, meu choro sai quase nulo, tão baixo que você pensa em ser um sussurro. Você me pergunta o que eu tenho, e eu mentindo, digo que nada. Mais uma vez, nada. Espero que você fale algo a mais, mas você apenas se cala e pensa que realmente não é nada. Mais uma vez, nada.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Toda vez que meu choro começa a sair eu paro ele como uma criança idiota que não quer mostrar a fraqueza de ter perdido alguma coisa para os pais. Mas só não percebe quem não quer que o sofrimento é capaz de ser acabado. Ficar presa ao presente sobre o que não aconteceu anda acabando com o que pode acontecer comigo.
Se não tem problema se eu vejo aqueles lugares e revivo momentos, se não tem problema de eu esperar, por que parece que eu não aguento mais? E se não tem problema de eu ouvir aquela música que ele ouve e pensa nela e ficar triste, por que isso me incomoda tanto? Mas hoje eu jurei não ligar, tem tantas pessoas por aí que me amam, meu cabelo tá tão bonito e pela primeira vez eu não tento arrumar ele para deixar aquele que eu queria feliz e sorrindo como bobo. Até porque, isso não aconteceu.
Você se esconde e você foge da minha vida como nada, e eu sou cada vez mais impedida de te observar e ficar somente te observando como eu quero pelo resto da noite. Agora não posso mais sair porque, aí vai o previsível, mais uma vez algo está nos impedindo.
Não consigo sair dessa ainda mais por não querer sair dessa. Minha realidade é ser fraca e eu não posso ficar presa nisso. E mesmo assim eu abro o texto "Hoje eu chorei com o caminhão de gás" e choro feito bebê, choro até sentir minhas lágrimas se secando. Imagino o barulho do caminhão de gás e choro mais ainda porque isso lembra minha infância.
Mas então, não tem problema se depois que eu entrei na sua vida ela deu milhões de voltas e eu continuei parada na sua frente, eu continuar? Não tem problema se eu sou tudo aquilo que você queria e tudo aquilo que você não foi capaz de enxegar, mesmo eu sendo assim toda pequena e feita pra você? E essa lâmina me cortando ao meio porque uma música canta no meu ouvido aquilo que você cantou à ela, também não tem problema? Eu posso continuar fingindo que nada tem problema, que dias sem te ver não vão me matar, que eu não vou perder nada porque nada aconteceria (mesmo sabendo que dessa vez poderia acontecer)? E o que eu vou fazer com a saudade? Dá para colocá-la num saquinho e jogar num rio? Bem longe de nós...
Não existe um escrever quando não há sentimentos profundos.