quinta-feira, 23 de setembro de 2010

É complicado tentar nos entender. Não sabemos de onde veio tanta adoração e carinho, não lembramos como começou e nem porque terminou. Eu lembro, eu estava com o copo na mão, e você com seus amigos. Um pouco da falta de sentido, os seus braços a minha volta e uma noite da sua vida para cuidar da minha. Você me olhava tanto, admirava tanto, que acabou há não ter mais o que ver e admirar. Eu poderia ser apenas uma amiga, ter você de alguma forma para sempre, mas não é isso que eu quero, não foi para isso que fomos destinados. Sim, você não acha que naquela noite, não estava certo para ser eu e você? As coisas não têm mais a graça de sempre, há um vazio enorme que eu luto contra mim mesma para não convencer-me de que foi você que o deixou. Não quero aceitar que foi embora, não quero deixar minha mente acostumar a não ter mais você e não pensar em você a cada segundo, quero você aqui e agora, quero você aqui e como sempre. Quero que não tenha tido pedras no nosso caminho para ter atrapalhado o que tanto brilhava a acontecer.

domingo, 19 de setembro de 2010


Mas não importa, é amor. É querer ouvir sua voz a qualquer hora do dia. É querer trocar mensagens a noite toda. É ficar atualizando a caixa de e-mail toda hora e até observar as atualizações do Orkut com média de Facebook. É congelar na sua presença e querer te abraçar como se o mundo fosse apenas nós dois a cada encontro. É amor, simplesmente é o amor chegando para mim, batendo na porta da sua vida e pedindo algum tipo de licença, permissão, algum sinal que venha e diga que está tudo bem se eu ficar. É não ter medo de arriscar nem um pouquinho e mergulhar a fundo nessa história como eu faço a cada dia. É ter a folga e as animações involuntárias durante o dia só em pensar que você existe e que me faz tão feliz. É desejar que isso não acabe nunca e que você fique sempre assim, do meu lado, me observando, enquanto como suas estranhas e decifro seus silêncios. Nossos silêncios. É ver você sorrindo e querer sempre e para sempre mais de você, mais de beijinhos roubados, abraços apertados e sua presença sempre tão significante nos meus fins de semana.

sábado, 18 de setembro de 2010

Acordei nessa amanhã sem rumo. Sem ter para onde ir, sem ter em quem pensar, sem nada para fazer mesmo quando minha agenda notava mil e um compromissos. Tive que fazer um grande esforço para conseguir levantar-me do meu aconchego, da única coisa que vem me fazendo bem ultimamente. Cansei da rotina, dos falsos amigos, e talvez até dos verdadeiros. Quero que o tempo corra, quero mudar tudo em minha vida, quero uma repaginada. Mas nada disso acontece.
Às vezes me pergunto se sou anormal demais. Se tenho algum tipo de problema por inventar vidas que não existem ou simplesmente querer fugir da minha própria. Mas sempre vejo que não, talvez seja só uma fase. Como todos dizem, uma fase. "Isso logo passa", acredite.
Carrego 15 anos nas costas, e hoje quando acordei, me senti 40 anos mais velha. Sem sentir falta de nada, querendo fazer programas que não está na lista de coisas normais para jovens, querendo ficar isolada. E há um bom tempo me sinto assim.
É aquela estranha sensação de estar rodeada de pessoas, e querer apenas uma. Mas quem? Quando? Não tem resposta, tampouco sentido.

E mais uma vez, da vista daquela janela de sempre, com os mesmos livros, mesmos rostos, mesma solidão, peço para que o tempo corra. Passar não, porque pedir para que o tempo passe, significa que você irá ficar parada querendo a mesma coisa sempre. Quero que ele corra, quero me livrar logo de tudo isso, quero tudo diferente.

sábado, 11 de setembro de 2010

Eu não queria ter cansado de você. Segurei esse quase amor até a pontinha do precipício, pedindo para que ele não fosse embora. Mas foi, sabe. Foi desistindo de esperar, desistindo de cansar, desistindo de gostar, desistindo de quase amar (...)
E mudando isso, comecei a mudar tudo o que estava me incomodando. Sabe aquele design chato do twitter? Mudei-o. Sabe aquela bebedeira cansativa? Todo mundo se fodeu. Sabe a falsidade aguda? Agora só tem gente que eu amo de verdade na minha vida. Fui acabando com o que me fazia mal, o que não prestava, o que merecia ir para o lixo. E você se foi, junto com tudo isso.
Agora eu consigo respirar aliviada. Agora eu consigo me arrumar e ficar bonita de um jeito que eu não pense em esbarrar com você por aí. Agora eu consigo mandar mensagens para as outras pessoas sem me sentir culpada e com medo de estar traindo esse tanto de gostar por você.
Agora eu não ligo tanto, mesmo ainda ligando. Não tenho interesse em saber o tempo todo onde você está, e com quem você está. Não quero que ela morra, quero que você morra com ela. E eu sei que a partir de hoje, se eu vou ao cinema sozinha, vou desejar ver aquilo com alguém, não com você.
Sabe, vai mudando. Vai acabando. Aos poucos, se esgota. Você não sabe, mas viver normalmente, é uma das melhores coisas da vida.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Sentimento alheio

E você era aquele que eu nunca pensei em gostar. Aquele moleque do cabelo diferente e da voz mais alta que eu nunca pensei que chamariam a minha atenção. Aquele que eu não aguentava ver o rosto, e de repente não aguentava mais ficar sem vê-lo. Aquele com um sorriso fofo e que me abraçava e insistia em mim, como se em algum lugar do mundo eu estivesse sido única. Me desculpe, eu que errei me aprofundando demais nisso. Me desculpe, eu que não tive o carinho de ninguém, e o pouco que você conseguia me dar, acabara comigo. A culpa nunca foi sua, o tempo todo foi somente minha. Eu que me entreguei por nada, eu que quis tanto sem devolução alguma. E eu que procurei tanto por algum tipo de amor vindo da sua parte, sinto que hoje é só nojo. Talvez você me ache ridícula, talvez você nunca mais pense em mim, talvez tenha sido o beijo, talvez as coisas ditas precipitadas, talvez não era pra ser eu. Mas mesmo eu sabendo que podia ter sido nós, eu tenho que encontrar alguma forma de viver sem você dessa vez. Está doendo cada vez mais. Os choros se tornaram diários, e isso me machuca, me machuca mais do que ver o seu riso tão feliz, longe de mim.
Você não precisa sorrir quando não quiser. Você não precisa segurar minha mão enquanto choro baixinho se não é isso o que você quer. Já vimos isso outra vez, não? Você é a culpa por uma parte da minha tristeza, e se eu te vejo, me dá vontade de chorar. Não me perguntem porquê, pode ser o motivo mais tolo do mundo, nem me importa mais. É só o que eu sinto toda vez que te vejo, me dá uma pena de... mim. Como pude amar tanto alguém desse jeito?
Então você sai com seus amigos, com aquelas garotas que não tem nada a ver comigo, e sai sorrindo. E meu coração se cortando, apenas assistindo tudo de longe... De repente o telefone toca, e é você mais uma vez cansado dessa rotina ridícula pedindo por alguém para conversar e se pode passar um pouco em casa. Não hesito em dizer não, até porque uma parte de mim ainda geme em pensar que você ainda me deixa na sua vida de uma forma ou outra.
Ei, eu percebo tanta coisa, me iludo com tão pouco! No meu quarto, um ao lado do outro, assistimos TV juntos, e você me parece tão confortável. E quando a oportunidade aparece, me abraça, como se eu fosse sua irmãzinha mais nova, como se eu fosse aquilo que mais te faz bem no mundo. Você não percebe, mas eu percebo você o tempo todo. São pequenos sinais que me fazem pensar que talvez você sinta algo por mim, e logo me vem aquilo de "I don't wanna be like a fucking sister to you" e eu tenho um impulso de lhe falar tudo o que sinto, que é tanto, mas tanto, que acaba não saindo nada.
E então, abraçada com você, meu choro sai quase nulo, tão baixo que você pensa em ser um sussurro. Você me pergunta o que eu tenho, e eu mentindo, digo que nada. Mais uma vez, nada. Espero que você fale algo a mais, mas você apenas se cala e pensa que realmente não é nada. Mais uma vez, nada.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Toda vez que meu choro começa a sair eu paro ele como uma criança idiota que não quer mostrar a fraqueza de ter perdido alguma coisa para os pais. Mas só não percebe quem não quer que o sofrimento é capaz de ser acabado. Ficar presa ao presente sobre o que não aconteceu anda acabando com o que pode acontecer comigo.
Se não tem problema se eu vejo aqueles lugares e revivo momentos, se não tem problema de eu esperar, por que parece que eu não aguento mais? E se não tem problema de eu ouvir aquela música que ele ouve e pensa nela e ficar triste, por que isso me incomoda tanto? Mas hoje eu jurei não ligar, tem tantas pessoas por aí que me amam, meu cabelo tá tão bonito e pela primeira vez eu não tento arrumar ele para deixar aquele que eu queria feliz e sorrindo como bobo. Até porque, isso não aconteceu.
Você se esconde e você foge da minha vida como nada, e eu sou cada vez mais impedida de te observar e ficar somente te observando como eu quero pelo resto da noite. Agora não posso mais sair porque, aí vai o previsível, mais uma vez algo está nos impedindo.
Não consigo sair dessa ainda mais por não querer sair dessa. Minha realidade é ser fraca e eu não posso ficar presa nisso. E mesmo assim eu abro o texto "Hoje eu chorei com o caminhão de gás" e choro feito bebê, choro até sentir minhas lágrimas se secando. Imagino o barulho do caminhão de gás e choro mais ainda porque isso lembra minha infância.
Mas então, não tem problema se depois que eu entrei na sua vida ela deu milhões de voltas e eu continuei parada na sua frente, eu continuar? Não tem problema se eu sou tudo aquilo que você queria e tudo aquilo que você não foi capaz de enxegar, mesmo eu sendo assim toda pequena e feita pra você? E essa lâmina me cortando ao meio porque uma música canta no meu ouvido aquilo que você cantou à ela, também não tem problema? Eu posso continuar fingindo que nada tem problema, que dias sem te ver não vão me matar, que eu não vou perder nada porque nada aconteceria (mesmo sabendo que dessa vez poderia acontecer)? E o que eu vou fazer com a saudade? Dá para colocá-la num saquinho e jogar num rio? Bem longe de nós...
Não existe um escrever quando não há sentimentos profundos.

domingo, 5 de setembro de 2010

Eu não quero o que você quer me dar, eu tenho medo. Eu tenho medo de arriscar e não poder sentir isso. Vai que você é o certo. Vai que é você que eu espero. Mas e se for, por que eu estou tão assustada? Não seria essa a chance certa para eu te abraçar e nunca mais soltar porque você chegou para me fazer feliz e eu quero o mesmo para você? Que confuso. Como sou confusa! Vontade de sair correndo daqui e ir até você e dizer que eu estou pronta e que te amo tanto..! Mas não me sinto pronta, não quero que esse seja mais um daqueles impulsos em que não consigo me controlar pelas minhas vontades. Eu quero que você entenda que o problema não é você, nunca foi... Era o medo, só. Tenho que matá-lo para finalmente ser feliz. E o outro ali, que tá esperando por mim também... O que faço com ele? Continuo deixando-o esperandou ou o mando parar? Na verdade ele nem deve saber. Eu sei que você sabe tudo isso. Só peço uma coisa: se eu arriscar, não me esconda a verdade, nunca. O outro errou por isso, sabe? É triste. Então ao invés de ficar aqui parada vou ali cortar o medo da minha vida e volto já. Será que você vai esperar?

Na verdade eu queria escrever sobre ela. Na verdade eu queria escrever sobre ele. Na verdade eu quero mesmo é escrever sobre os dois. O ódio, a vingança. A dor que eu sinto pensando no passado é incrível. Por que na época eu não fui capaz de perceber? Eu podia ter parado, eu sei que podia ter feito algo para mudar o que aconteceu, o que deixou de acontecer. Ela tinha outros, estragou minha felicidade, só pensou nela. Já vimos esse filme outra vez, não? Você vem me abraçando e fingindo ser minha amiga, enquanto fura meus olhos da forma mais bruta que pode ter. Mas eu não ligo. Finjo não ligar. Abraço de volta e só me restam palavras nojentas sobre você para outras pessoas. Eu te queimo. Do jeito que eu posso, do jeito que é para devolver o modo como você me queimou. Seus olhos me fuzilam, mas eu não ligo. Eu também já fiz isso uma vez. Já consegui terminar com a sua felicidade numa noite, querida. Não se lembra? Eu me lembro bem. Mas daí você me olha com essa carinha de dó, e eu finjo ter pena. Continuo fingindo com você. Só que nessa história é real, eu tenho pena. Você é iludida, morta, doente. Está caindo (e lembre-se: estou assistindo a sua queda). Não ligo de ficar esperando, você acha que está se saindo bem? Não, não está. Você acha que dessa vez é só sentar e abraçar de novo que tudo vai ficar bem? Que vocês dois vão se amar loucamente e completamente para sempre? É pena, puta pena! Mas agora eu rio, porque também tem a outra que já foi mencionada aqui, e você está se perdendo procurando qual é você. Lembre-se que você nunca esteve sozinha. Lembre-se que as palavras nunca foram de sua exclusividade. Lembre-se que eu continuo aqui, te vendo cair, pronta para quando eu puder subir. Subir e acabar com tudo o que você construiu e tentou não desmoronar. É, eu também tenho esse meu lado filho duma puta que não gosta de sofrer.

A clareza dos meus pensamentos parecem não chegar nunca. Não quero detalhes, não quero mais saber de nada. Aquelas coisas que vão me machucar podem muito bem ficar no passado agora. Afinal, depois de dias de calor, agora está fazendo um frio muito gostoso para ficar em casa pensando somente em mim. Afinal, depois de um Agosto de muitas lágrimas, Setembro chegou para me fazer um bem danado. Não quero que me perguntem aquilo que não saberei responder ou terei que pensar para isto. Quero clarezas, somente. Suavidade de uma vida boa. Sentar e esperar. Chega de correr atrás, chega de se machucar. Quem corre muito, acaba caindo. Caí, me enfraqueci. Mas agora, chega. É domingo, e pela primeira vez na minha vida eu estou gostando de que hoje seja domingo. Está um ótimo dia para não fazer nada, e eu me enganei há alguns meses atrás esquecendo que sou dessas que gosta de não ter o que fazer. Vamos sentar e escutar a música que está tocando. A panela de pressão fazendo barulho, as pessoas andando de um lado para o outro, o café coando, o seu coração batendo normal agora. Vamos relaxar porque fazia tempo que você não sentia isso, não é? Eu me lembro bem, me lembro muito bem. Não se esqueça que é um dia de domingo bom na sua vida, nem todos são assim.

sábado, 4 de setembro de 2010


Me dá vontade de ter uma cama para deitar e um carinho do qual eu não sei de quem seja. Me dá vontade de alguém que fique me olhando e não me ache completamente estranha ou que fique reparando nos meus defeitos. Me dá vontade de ter alguém para ligar a qualquer hora do dia e sentir saudade o tempo todo, mesmo depois de ter passado o dia inteiro junto. E é com todas essas vontades que eu me engano, que tropeço na minha própria vida com essa burrice que vem por aí. Fico que nem uma tola naquilo de idealizar o tempo todo uma vida com quem eu nem amo de verdade e finjo amar para garantir a carência com algum nome. Mas não tem nome, não tem cor, não tem cara. Eu não acho em lugar nenhum. Não que eu esteja desesperada por procurar qualquer alguém, mas é que simplesmente... dá vontade às vezes. Sabe esses sábados solitários e meio que sem fim em que o que você queria era estar abraçada com alguém vendo a luz daquele Sol que raia mais bonito do que nunca? É a vontade. A vontade vai e volta, toda hora. Eu definitivamente fujo do normal às vezes e entro mais no meu mundo. Lá fora alguém grita pelo meu nome pedindo para eu subir e ir para a mesa. Mas não é ninguém que possa matar a minha vontade. Então eu volto para o meu quarto e fico escrevendo com minhas músicas e me salvando de alguma forma de mais uma noite perdida por vontades.

Às vezes eu tenho que reiniciar minha vida e mudar alguns passos por causa dessa sua mania doida de ir embora e voltar toda hora. Quando te da na telha você decidi desistir, e eu como boa apaixonada idiota decido entender. Passei horas pensando e chorando e cheguei a conclusão que o problema não sou eu. Nem você. E nem ninguém. Era só que não era para dar certo, sabe? E se você não quer ficar, não vou te obrigar. Acontece, não acontece? Eu já sabia mesmo que tinha esse não-brilhante dom de afastar as pessoas de perto. Brilhante mesmo foi o brilho nos seus olhos quando eu decidi deixar de lado, e por mais que aquilo tenha doído tanto em mim, procurei em outro minha anestesia humana. Até porque eu sei que se eu estou tanto tentando achar nesse alguém alguma parte sua, uma hora ou outra irei achar. E irei assustar ele do mesmo jeito que aconteceu com você, com minhas palavras de gostar rápidas e curtas e meus textos bonitos e problemáticos. Daí esse outro vai querer mas não vai querer. Vai saber mas não vai saber. Eu vou tentar esconder e não vou conseguir. Só que cada vez eu vou aprendendo mais. Com o próximo talvez eu peça o telefone dele e ligue para dizer que estou com saudades. Talvez eu seja mais atiradinha e aquele meu andar que tenta de ser moderno faça ele se apaixonar. E o meu cabelo que passou por horas chatas para ser arrumado para você, ele reconheça. Agora eu estou tentando não ligar muito e deixar de lado esse meu masoquismo louco e fora de hora. E não se preocupe, sempre vai ter uma louca meio doente que vai ser idiota o bastante para beber e chorar e fingir que você não existe na vida dela. Sempre tem.

"She said as he walked away... try not to lose you!"


Três passos, era tudo o que nós precisavamos. Não tão complicado, nem difícil de entender. Nos perdemos no caminho, soltamos as mãos. Gritei por seu nome, mas acho que não conseguiu me ouvir de tão longe. O seu jeito me mata e me consome, a cada dia que passa desejo não ter te conhecido. Mas eu não dei os três passos, você não os deu também. Agora é como se nada tivesse acontecido. Eu continuo aqui, testada e segura. Talvez desse lado as coisas fiquem melhor. Cansada de esperar, sim. Com o ar dessa cidade está cada vez mais ruim de respirar e eu não sinto vontade alguma de voltar para casa. Na minha cabeça o tempo todo só martela a palavra saudade e aquilo de "por que não?". Hey, a sua presença não me mata mais, mas não me deixa a salvo. Me perco em tudo aquilo que tivemos e não temos mais. Depois nos encontramos novamente. Quem sabe não tenha sido tão ruim assim. Mas eu gostaria de sussurar no seu ouvido... a sua frieza me mata.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Eu tenho a mania de às vezes ser meio egoísta. Sou egoísta com quase tudo na minha vida, aliás. Cresci sendo filha única, então nunca tive a necessidade de dividir nada com ninguém. Mas às vezes eu era obrigada a emprestar uma coisa ou outra a algum primo, e eu não gostava. O que era meu, era apenas meu, porque era para ser desse jeito, sabe.
Não, não sabe. Ok, vou explicar melhor. Eu quero o que eu quero na hora que eu quero. Normal. Todo mundo é assim. Eu quero quem eu quero na hora que eu quero. Um pouco mais diferente. Mas mesmo assim, não é nada fora do comum.
Sou egoísta em relação as minhas músicas, meus filmes, minhas coisas. Meus pais, meus melhores amigos, minha vida. Isso tudo tem um pouco de ciúmes também, mas nada fora do comum, até porque são coisas propriamente ditas 'minhas'.
Outra forma de egoísmo: sou egoísta na hora de escrever meus textos. Já perceberam que grande parte é sobre mim ou algo do gênero? É porque tem que ser desse jeito, também. Desculpe, pra mim, minha vida é bem mais interessante do que a sua. Egoísmo, puro egoísmo.
Mas eu só não consigo entender o egoísmo que sinto por você. Assim, você não é meu nem nada. Nós não temos nada. Você não é mais uma das coisas que eu posso chamar de minha (o que talvez me faça gostar tanto de ti). Mas isso sim é fora do comum. Como eu posso ser tão egoísta por uma pessoa que não é nada? Como assim? Sou eu, não ela. Era pra ser eu, não ela. E eu não gosto de ver que você não está aqui quando eu preciso e quando eu quero. Não que eu não pense na sua felicidade, mas como seria bom se você fosse feliz ao meu lado, hein. Não que esse seja mais um daqueles momentos que eu só penso em mim; mas é. Afinal, se eu não tivesse todo esse meu egoísmo, quem teria por mim? Ninguém quer nada da minha pessoa, sou eu mesma que quero tudo de todo mundo.
Um livro e um pouco de música. Isso é tudo o que eu preciso. Adicionado a companhia de alguém que me faz bem e mais nada.
Eu e Mary Ann corremos pelo campo. Alegres, com uma garrafa de vodka guardada na bolsa. Segredos compartilhados, momentos marcados.
Mary Ann tinha um brilho nos cabelos e um sorriso magnífico. Era minha grande companheira de aventuras e a única que eu andaria por milhas para apenas vê-la feliz.
Via nos olhos dela medo e dor, mas nunca sequer perguntei o que acontecia. Sofria por garotos, sofria pelos pais, sofria por amigos falsos, mas eu sei que quando estava comigo, esquecia de tudo.
Mary Ann era minha melhor amiga, minha vida, minha irmã. Hoje já não a vejo mais, e nem a reconheço tão bem assim. Mas ainda a sinto aqui, bem perto de mim. Quando estou andando por aí, é dela que me lembro. Quando tudo parece ser o fim, é nela que penso. Ninguém nunca poderá substituir Mary Ann.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

So here we go again!

Eu ando correndo contra o tempo. Ando fugindo daquilo que eu não quero. Mas esses dias eu estava tão pensativa, que meus pensamentos me levaram longe demais. Cheguei à conclusão de que eu amo mesmo você. Se não amasse, não sofreria assim, não choraria assim. Você não continuaria me enfraquecendo e eu na tentativa de me alcoolizar para esquecer-te, não iria lembrar mais ainda. Complexo, eu sei. Eu nego, eu sei. Mas o que eu posso fazer? Você está tão distante. Eu quase nem te vejo mais. Quase nem te reconheço mais. Não tive nada de ti, mas por que o pouco foi tão suficiente para colocar-nos para baixo? É, definitivamente é bem complexo. E eu continuo correndo em voltas e repetindo para mim mesma que está tudo bem, que eu não gosto de você e nunca senti nada demais. Que sem você as coisas estão melhores e que eu não ando respirando sua existência 24 horas por dia.

"I tell everyone we are through, 'cause I'm so much better without you. But it's just another pretty lie 'cause I break down everytime you come around..."

O mundo está caindo sobre mim, e olha que legal, não tenho nada para me apoiar. Eu vejo tudo mudando e eu não posso fazer nada. Eu me vejo cada vez mais incapaz de qualquer coisa. Olho no espelho e vejo pura inutilidade.
Não consigo me concentrar em nada, não consigo ir bem em nada. Os cálculos andam dando errado, as teorias parecem ser sem explicações, as pessoas estão indo embora. Não consigo entender porque nada parece estar fácil. Não consigo entender como três meses puderam me mudar tanto. Acabar comigo. E não foi só uma pessoa, quem dera fosse. Foram tantas. Mas além de todas, foi eu. Eu que acabei terminando comigo mesma e colocando a culpa nos outros o tempo todo. Eu que estou enfrentando a queda sozinha depois de me apoiar nas pessoas erradas, fracas demais para aguentar o fracasso.
Eu que fico aqui somente sonhando com o futuro, esquecendo-me que se eu não correr atrás no presente, nada vai dar certo. Acabo esquecendo que imaginar o apartamento dos sonhos sem ter um emprego que o sustente não ajudará em nada. Deixo a diversão passar os limites e mais uma vez afundar tudo.
E quando as idéias vão ficar claras? Será que vai demorar? Será que a roda não vai girar? "O universo sempre conspira". Cadê a minha conspiração? Cadê a minha mudança?
Cansei de esperar. Agora, mais do que tudo, vou tentar correr atrás. Mudar o errado, consertar o incerto, treinar ser igual. Porque no final acabo descobrindo que não tem isso de ser diferente - enquanto está todo mundo igual, seja igual também.
I love your smile, I love your crooked teeth. I love your arms around me. I love the way you talk to me. Have you ever notice how does it happen? I love your anxiety and the fact that you're a narcissist.
I hate when you don't look at me and the girls that you go out. I hate what I feel when I'm by your side. I hate that I can't control this feeling. I hate that I can't hate you.
And above all, I love you. I love you all the time. I loved you yesterday when I woke up. And I'll love you in the follow day when I wake up. I love it even when I feel jealous of you. Basically, I'll love you always. But there's just one problem... I'd like to tell you everything.

are we going down?

Mas daí você vai pensar que pode pegar em minhas mãos e tudo vai ficar bem novamente. Você pode pensar que eu vou esquecer as brigas e tudo o que você me diz; mas não. Eu não esqueço. Na verdade, eu só penso nisso o tempo todo. Em como eu poderia dar um soco em seu nariz cada vez que você levanta a voz para falar comigo. E eu simplesmente não consigo fazer isso.
Eu queria poder te dizer o quão torno-me fraca ao seu lado. O quão perco-me em palavras e gestos, e todo o meu chão vai a baixo. Sem você é como se nada existisse e eu não tivesse razões para duvidar de outro alguém no mundo. Tento te dizer, mas você não me ouve. Você ao menos existe no meu dia-a-dia. Te invento e te crio a cada segundo que passa. Me torturo com a esperança mas não estou ligando.
Então eu te vejo, depois de uma briga, esperando que as coisas voltem mais intensas como acontece com os outros casais, mas nada acontece. Você nem olha para mim direito, e eu não tiro os olhos de você. Te observo o tempo todo, meu maior desejo. E quando me perguntam, eu não sinto mais nada. Não sinto, nunca senti, nem quero sentir. Me afundando em mentiras.
Mas a verdade é... ainda me perco completamente quando procuro por você.
Quando acordei essa manhã, eu não pude sair da cama. Fiquei deitada lá, e pensei em como era confortável. Estava silencioso, sem ninguém por perto, e eu finalmente me sentia tão bem em baixo de todos aqueles cobertores. Naquele momento, percebi que poderia ficar deitada por horas, sem falar com ninguém, apenas com o silêncio pacificador do meu quarto. Se tiver uma caneta e um papel ao meu lado, melhor ainda. Não me incomodaria de ter um momento só meu, onde eu pensaria sobre a vida e ninguém me interromperia. Eu por fim teria conforto e não iria pensar em tudo que me cansa.

Estou cansada de estar triste. Estou cansada de chorar. Estou cansada de me sentir vazia por dentro. Estou cansada de ser inútil. Estou cansada de me sentir presa. Estou cansada de me sentir louca. Estou cansada de estar sozinha. Estou cansada de gritar. Estou cansada de fingir. Estou cansada de sonhar com uma vida que nunca terei. Estou cansada de perder as coisas. Estou cansada de lembrar. Estou cansada de querer que eu pudesse começar tudo de novo. Estou cansada de não ser capaz de deixar ir. Estou cansada de precisar de ajuda. Estou cansada de sempre perguntar quando Deus finalmente vai me deixar ser feliz. Acima de tudo, eu só estou cansada de estar cansada.

Mas isso não são coisas que me façam sentir bem por lembrar. Não são coisas nas quais vou pensar e ver que sou normal; Ao contrário, vejo cada vez mais que sou diferente das pessoas que me cercam. Não sei se isso é bom ou ruim, não sei ao exato como me sentir. Não quero perguntas agora, porque simplesmente estou com preguiça de pensar nas respostas. Não quero me esforçar mais para no fim tudo acabar em nada. Agora eu estou bem. Já disse que esse momento é pacificador? Relaxante, confortante. Eu preciso disso todos os dias. Eu poderia fazer isso todos os dias. Tem como dormir e nunca mais acordar? O pesadelo da vida real é maior e mais terrível de tudo aquilo que é considerado fictício.