quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O mundo está caindo sobre mim, e olha que legal, não tenho nada para me apoiar. Eu vejo tudo mudando e eu não posso fazer nada. Eu me vejo cada vez mais incapaz de qualquer coisa. Olho no espelho e vejo pura inutilidade.
Não consigo me concentrar em nada, não consigo ir bem em nada. Os cálculos andam dando errado, as teorias parecem ser sem explicações, as pessoas estão indo embora. Não consigo entender porque nada parece estar fácil. Não consigo entender como três meses puderam me mudar tanto. Acabar comigo. E não foi só uma pessoa, quem dera fosse. Foram tantas. Mas além de todas, foi eu. Eu que acabei terminando comigo mesma e colocando a culpa nos outros o tempo todo. Eu que estou enfrentando a queda sozinha depois de me apoiar nas pessoas erradas, fracas demais para aguentar o fracasso.
Eu que fico aqui somente sonhando com o futuro, esquecendo-me que se eu não correr atrás no presente, nada vai dar certo. Acabo esquecendo que imaginar o apartamento dos sonhos sem ter um emprego que o sustente não ajudará em nada. Deixo a diversão passar os limites e mais uma vez afundar tudo.
E quando as idéias vão ficar claras? Será que vai demorar? Será que a roda não vai girar? "O universo sempre conspira". Cadê a minha conspiração? Cadê a minha mudança?
Cansei de esperar. Agora, mais do que tudo, vou tentar correr atrás. Mudar o errado, consertar o incerto, treinar ser igual. Porque no final acabo descobrindo que não tem isso de ser diferente - enquanto está todo mundo igual, seja igual também.

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