quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Eu tenho a mania de às vezes ser meio egoísta. Sou egoísta com quase tudo na minha vida, aliás. Cresci sendo filha única, então nunca tive a necessidade de dividir nada com ninguém. Mas às vezes eu era obrigada a emprestar uma coisa ou outra a algum primo, e eu não gostava. O que era meu, era apenas meu, porque era para ser desse jeito, sabe.
Não, não sabe. Ok, vou explicar melhor. Eu quero o que eu quero na hora que eu quero. Normal. Todo mundo é assim. Eu quero quem eu quero na hora que eu quero. Um pouco mais diferente. Mas mesmo assim, não é nada fora do comum.
Sou egoísta em relação as minhas músicas, meus filmes, minhas coisas. Meus pais, meus melhores amigos, minha vida. Isso tudo tem um pouco de ciúmes também, mas nada fora do comum, até porque são coisas propriamente ditas 'minhas'.
Outra forma de egoísmo: sou egoísta na hora de escrever meus textos. Já perceberam que grande parte é sobre mim ou algo do gênero? É porque tem que ser desse jeito, também. Desculpe, pra mim, minha vida é bem mais interessante do que a sua. Egoísmo, puro egoísmo.
Mas eu só não consigo entender o egoísmo que sinto por você. Assim, você não é meu nem nada. Nós não temos nada. Você não é mais uma das coisas que eu posso chamar de minha (o que talvez me faça gostar tanto de ti). Mas isso sim é fora do comum. Como eu posso ser tão egoísta por uma pessoa que não é nada? Como assim? Sou eu, não ela. Era pra ser eu, não ela. E eu não gosto de ver que você não está aqui quando eu preciso e quando eu quero. Não que eu não pense na sua felicidade, mas como seria bom se você fosse feliz ao meu lado, hein. Não que esse seja mais um daqueles momentos que eu só penso em mim; mas é. Afinal, se eu não tivesse todo esse meu egoísmo, quem teria por mim? Ninguém quer nada da minha pessoa, sou eu mesma que quero tudo de todo mundo.

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