quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Um livro e um pouco de música. Isso é tudo o que eu preciso. Adicionado a companhia de alguém que me faz bem e mais nada.
Eu e Mary Ann corremos pelo campo. Alegres, com uma garrafa de vodka guardada na bolsa. Segredos compartilhados, momentos marcados.
Mary Ann tinha um brilho nos cabelos e um sorriso magnífico. Era minha grande companheira de aventuras e a única que eu andaria por milhas para apenas vê-la feliz.
Via nos olhos dela medo e dor, mas nunca sequer perguntei o que acontecia. Sofria por garotos, sofria pelos pais, sofria por amigos falsos, mas eu sei que quando estava comigo, esquecia de tudo.
Mary Ann era minha melhor amiga, minha vida, minha irmã. Hoje já não a vejo mais, e nem a reconheço tão bem assim. Mas ainda a sinto aqui, bem perto de mim. Quando estou andando por aí, é dela que me lembro. Quando tudo parece ser o fim, é nela que penso. Ninguém nunca poderá substituir Mary Ann.

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