Acordei nessa amanhã sem rumo. Sem ter para onde ir, sem ter em quem pensar, sem nada para fazer mesmo quando minha agenda notava mil e um compromissos. Tive que fazer um grande esforço para conseguir levantar-me do meu aconchego, da única coisa que vem me fazendo bem ultimamente. Cansei da rotina, dos falsos amigos, e talvez até dos verdadeiros. Quero que o tempo corra, quero mudar tudo em minha vida, quero uma repaginada. Mas nada disso acontece.
Às vezes me pergunto se sou anormal demais. Se tenho algum tipo de problema por inventar vidas que não existem ou simplesmente querer fugir da minha própria. Mas sempre vejo que não, talvez seja só uma fase. Como todos dizem, uma fase. "Isso logo passa", acredite.
Carrego 15 anos nas costas, e hoje quando acordei, me senti 40 anos mais velha. Sem sentir falta de nada, querendo fazer programas que não está na lista de coisas normais para jovens, querendo ficar isolada. E há um bom tempo me sinto assim.
É aquela estranha sensação de estar rodeada de pessoas, e querer apenas uma. Mas quem? Quando? Não tem resposta, tampouco sentido.
E mais uma vez, da vista daquela janela de sempre, com os mesmos livros, mesmos rostos, mesma solidão, peço para que o tempo corra. Passar não, porque pedir para que o tempo passe, significa que você irá ficar parada querendo a mesma coisa sempre. Quero que ele corra, quero me livrar logo de tudo isso, quero tudo diferente.
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