
Me dá vontade de ter uma cama para deitar e um carinho do qual eu não sei de quem seja. Me dá vontade de alguém que fique me olhando e não me ache completamente estranha ou que fique reparando nos meus defeitos. Me dá vontade de ter alguém para ligar a qualquer hora do dia e sentir saudade o tempo todo, mesmo depois de ter passado o dia inteiro junto. E é com todas essas vontades que eu me engano, que tropeço na minha própria vida com essa burrice que vem por aí. Fico que nem uma tola naquilo de idealizar o tempo todo uma vida com quem eu nem amo de verdade e finjo amar para garantir a carência com algum nome. Mas não tem nome, não tem cor, não tem cara. Eu não acho em lugar nenhum. Não que eu esteja desesperada por procurar qualquer alguém, mas é que simplesmente... dá vontade às vezes. Sabe esses sábados solitários e meio que sem fim em que o que você queria era estar abraçada com alguém vendo a luz daquele Sol que raia mais bonito do que nunca? É a vontade. A vontade vai e volta, toda hora. Eu definitivamente fujo do normal às vezes e entro mais no meu mundo. Lá fora alguém grita pelo meu nome pedindo para eu subir e ir para a mesa. Mas não é ninguém que possa matar a minha vontade. Então eu volto para o meu quarto e fico escrevendo com minhas músicas e me salvando de alguma forma de mais uma noite perdida por vontades.
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