Você não precisa sorrir quando não quiser. Você não precisa segurar minha mão enquanto choro baixinho se não é isso o que você quer. Já vimos isso outra vez, não? Você é a culpa por uma parte da minha tristeza, e se eu te vejo, me dá vontade de chorar. Não me perguntem porquê, pode ser o motivo mais tolo do mundo, nem me importa mais. É só o que eu sinto toda vez que te vejo, me dá uma pena de... mim. Como pude amar tanto alguém desse jeito?
Então você sai com seus amigos, com aquelas garotas que não tem nada a ver comigo, e sai sorrindo. E meu coração se cortando, apenas assistindo tudo de longe... De repente o telefone toca, e é você mais uma vez cansado dessa rotina ridícula pedindo por alguém para conversar e se pode passar um pouco em casa. Não hesito em dizer não, até porque uma parte de mim ainda geme em pensar que você ainda me deixa na sua vida de uma forma ou outra.
Ei, eu percebo tanta coisa, me iludo com tão pouco! No meu quarto, um ao lado do outro, assistimos TV juntos, e você me parece tão confortável. E quando a oportunidade aparece, me abraça, como se eu fosse sua irmãzinha mais nova, como se eu fosse aquilo que mais te faz bem no mundo. Você não percebe, mas eu percebo você o tempo todo. São pequenos sinais que me fazem pensar que talvez você sinta algo por mim, e logo me vem aquilo de "I don't wanna be like a fucking sister to you" e eu tenho um impulso de lhe falar tudo o que sinto, que é tanto, mas tanto, que acaba não saindo nada.
E então, abraçada com você, meu choro sai quase nulo, tão baixo que você pensa em ser um sussurro. Você me pergunta o que eu tenho, e eu mentindo, digo que nada. Mais uma vez, nada. Espero que você fale algo a mais, mas você apenas se cala e pensa que realmente não é nada. Mais uma vez, nada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário