segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Aquela sua voz irritante me guiou em tantos momentos que você nem chegou a saber. Quando eu precisava de forças, fechava os olhos e imaginava que estava sentada ao seu lado e você estava me falando todas aquelas coisas malucas e me fazendo rir. Eu sentia sua risada perto de mim e a clareza do dia logo vinha.
Às vezes tenho vontade de sair por aí andando e ver se te encontro. Quero saber se um dia você poderia ter sido aquilo que eu sempre quis, se você me chamaria para tomar um café ou para uma simples volta no parque. Será que você pegaria na minha mão na hora de atravessar a rua e ainda seria como antes, quando seus dedos buscavam os meus do outro lado da mesa para alcançar o calor de minhas mãos?
Fico me perguntando se nós teriamos sido aquilo que eu sempre imaginei. Será que teríamos o nervoso de eu quase morrer ao ouvir sua voz no telefone e quando você disser que quer me ver eu perderia completamente meu chão?
E o ciúmes, será que ele seria doce ao ponto de não me fazer cansar de cada cara brava ou cada levantar de sobrancelha querendo dizer que mais uma vez eu disse a coisa errada na hora errada? Você poderia ter sido tanta coisa. Eu ficaria acordada por horas para ver você dormindo, e buscaria em todos os restaurantes da cidade a sua comidade preferida. Te ligaria daquele jeito clichê apenas para dizer que 'olha, estou morrendo de saudades. Vem correndo pra cá' e você viria. Nós deitariamos espamarrados no sofá e assistiriamos longos filmes juntos e fazendo carinho o tempo todo. A minha vida depende da sua e a idéia de ser feliz depende de poder passar tudo isso com você. Talvez você eu não tenha achado ainda, talvez eu tenha te procurado em outros corpos e me iludido tanto. Mas vem, porque a hora é nossa.

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