segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Te mandei uma mensagem no meio da madrugada perguntando como fomos terminar desse jeito (apenas trecho de mais uma música que me lembra você). Ao responder, você perguntou como não fomos capazes de ver os sinais que perdemos (mais um trecho da mesma música). Incrível como você sabe todos os meus gostos e já decora o meu jeito e o que eu vou dizer ou deixar subentendido. Percebo em seu olhar algum tipo de brilho quando eu fico rindo para você e tentando entender você, enquanto você tenta me entender. E mesmo assim insiste em dizer que não há nada demais. Não há nada demais no que? Na gente? No momento? Em você? Em mim? Eu ando com medo de te falar as coisas porque não quero te ver sair correndo - o que eu sei que provavelmente irá acontecer. Você poderia ficar mais um pouco e assim eu aprenderia a entender você. E então você começaria a me amar pelo simples fato de eu já te conhecer, mas eu ainda ser uma incógnita na sua vida. Mas você não ficou, você não veio, você não me decifrou. E mais uma vez eu fiquei aqui sozinha, ouvindo David Bowie e lembrando que pode ter milhões como você pelo mundo. Só que quanto mais eu penso nisso, menos acredito. Nenhum saberia o que eu quero dizer apenas num sorrizinho e tiraria uma com a minha cara só porque adotou isso como um hobbie. E eu passei todos esses meses tentando entender o porquê você fazia isso, e descobri que às vezes quando eu não sabia demonstrar e passava a ser seca e franca, diferente das atiradas que você tinha se acostumado, eu te lembrava o mistério da vida e você sempre tentava me decifrar. As suas piadinhas eram tentativas de me fazer rir e nisso eu sei que você encontrava algum tipo de chão. Mas tudo isso são coisas que você nunca foi homem o bastante para poder assumir e eu acabei nesse vazio que me encontro no momento. Adeus, meu grande amor. Talvez você não tenha durado o quanto eu queria, mas já não acha que foi o suficiente para me machucar?

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